Sanguinolência por
uma boa causa.
Munido de seu tomahawk (uma espécie de machadinha - e inúmeras outras
armas, passando dos já conhecidos arco e flecha e pistolas à munições
específicas para cada modo de batalha), o novo protagonista, o nativo-americano
Connor , torna-se um assassino na busca por
justiça. Já se sabe que este não teve origem dentro da irmandade, o contrário
da história de Ezio Auditore , que protagonizou
os títulos anteriores. Connor terá um tutor, e aparentemente será um anti-herói
mais carismático que Ezio.
O jogador terá de crescer e fazer as descobertas junto do personagem -
pois, apesar da história rica e da origem interessante, ele se mostra um
assassino bastante “cru” - que deverá ajudar sua região ( Homestead , uma espécie de Monteriggioni dos predecessores)
a se desenvolver, com a indução de personagens que ajudem na atividade
econômica da cidade. Personagens estes, aliás, que de acordo com Ducharme,
terão suas próprias personalidades e histórias. Trazer novos moradores para a
cidade, buscar pessoas que possam colaborar de alguma forma com a movimentação
financeira da vila e expulsar de lá os que não agregam, ficará por total conta
do jogador, que também deve conseguir alimento para a cidade, por meio da caça
- se você tiver estômago fraco ou não conseguir separar as coisas, passe longe:
animaizinhos da floresta podem ser estraçalhados sem piedade. Veja bem, apesar
de não se importar em esquartejar animais ou pessoas a sangue frio, Connor tem
todo o perfil de um assassino “bonzinho”, por mais blasfemante que isto possa
parecer.
A relação de Connor com sua cidade, nas palavras de Ducharme, "é
como o American Dream " -
referindo-se à passagem histórica dos Estados Unidos, que beirou a Crise
Econômica de 1929.
A narrativa do jogo, inspirada na Guerra da Independência dos Estados
Unidos, promete fidelidade ao acontecimento original. Preocupado com
“spoilers”, Ducharme falou pouco sobre a história, frisando apenas que, em
Assassin’s III, o foco será mesmo nas batalhas entre Templários e Assassinos,
tendendo ao evento original, o que não tirou a liberdade da produtora de criar
linhas paralelas e brincar um pouco com o roteiro do game (como, por exemplo,
no DLC The Tyranny of King Washington , já anunciado pela Ubisoft, em que o
ex-presidente americano aparece como um tirano maníaco por poder).
Nas demonstrações, pudemos acompanhar combates navais épicos - cujos controles
são um tanto complicados de assimilar, no início, mas para se “pegar o jeito” é
uma questão de tempo - onde o navio comandado por Connor deve destruir e tomar
as embarcações inimigas, com tiros de canhões, correntes e Grape Shots , “arma” em que todas as quinquilharias encontradas no veículo são
utilizadas pela tripulação para causar dano no inimigo, o que inclui garfos,
facões e outros objetos potencialmente letais.
Na fase Naval Warfare, o jogador deve destruir as embarcações inimigas
Em uma outra passagem, o modo stealth é necessário: o segredo do sucesso
nas missões é não ser notado pelos patrulheiros - e assassiná-los, é claro, com
diferentes opções sanguinolentas de armas.
Placa de vídeo, pra
que te quero
A utilização da nova engine AnvilNext no jogo tornou o
aspecto visual impressionante, com texturas tão realistas quanto poderiam ser,
beirando a qualidade cinematográfica. Não apenas a “beleza” da obra foi
beneficiada pelo novo motor. Os movimentos tornaram-se mais leves e fluidos em
relação aos outros títulos da série, e a sintonia na interação do personagem
com o cenário é bastante natural. Os controles utilizados são semelhantes aos
já conhecidos, sem que muito esforço seja demandado para aprendê-los.
Ainda no processo de criação, o jogo, que será localizado para o Brasil,
teve sua dublagem em português regravada. Após a finalização do game, que
possui cerca de 25 horas de conteúdo, além das sidequests, um programador
brasileiro, da equipe da Ubisoft Montreal, escutou o áudio e atentou para
algumas falhas no texto. O procedimento havia sido feito por uma equipe de fora
do Brasil, e, segundo a Ubisoft, o resultado não teria sido satisfatório. Todo
o processo foi refeito, e as novas dublagens serão liberadas pouco após o
lançamento do título, em forma de DLCs gratuitos, na PlayStation Network e na Xbox Live .
Veja à demo do jogo em 7 minutos.
Assassin’s Creed
III será lançado em 30 de outubro, para PlayStation 3 , Xbox 360 e Wii U . Para PC, o game
chegará em novembro.
Estarei vendendo à R$169,90.
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